Hoje eu queria falar de amor…
Mas não desse amor que se explica.
Queria falar daquele que se sente antes mesmo de entender.
Um amor que parece antigo…
como se já tivesse vivido em outras vidas,
em outros corpos, em outros tempos.
Um amor que não começa —
ele continua.
Às vezes ele vem em forma de saudade sem nome,
em encontros que arrepiam sem motivo,
em olhares que dizem:
“eu te reconheço… mesmo sem saber de onde.”
E então nascem os sonhos…
não esses que a gente planeja,
mas aqueles que surgem do fundo da alma,
quietos, insistentes… quase como lembranças.
Vontades que não cabem na lógica.
Desejos que não têm explicação.
Caminhos que chamam… mesmo sem mapa.
Talvez a gente carregue histórias que não lembramos,
mas sentimos.
Talvez existam laços que o tempo não apaga,
apenas transforma.
E no meio de tudo isso…
a gente segue.
Buscando algo que não sabe exatamente o que é,
mas que, no fundo…
reconheceria na hora.
Porque algumas coisas…
não são novas.
São reencontros.

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